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Sexta-feira, Janeiro 19, 2007 crédito Cubo Card já extrapola as fronteiras de MT Site elaborado pelo Neto. Pagamento: Cubo Card Falando em iniciativas coletivas, dia desses estava conversando eu com o Adailton Neto, responsável pela célula de Comunicação Fora do Eixo no Acre, e falávamos sobre a importância do circuito e as vantagens de se apostar em formas cooperativas de organização para impulsionar as cadeias produtivas do cenário independente de cada estado, onde a descentralização somada a integração em rede evidenciam a prática de jargões como o comumente usado em tempos de globalização, "pensando local e agindo global". Neto, que além de assessor de imprensa, tem conhecimentos técnicos de design e programação, tem uma leitura clara sobre o sistema de crédito Cubo Card. "O lance do Cubo Card, promete", entusiasma-se, teorizando que o Circuito Fora do Eixo inaugurará uma nova faceta do mercado econômico cultural, um ramo marcado pela economia solidária, onde no campo da literatura, por exemplo, "pessoas vão poder lançar livros sem necessidade de ter que se vender a uma editora, e tendo a mesma qualidade que uma essa pode oferecer". Inclusive é através dessa forma de escambo, que o produtor de conteúdo presta serviços para bandas como a Camundogs, do Acre, fazendo as vezes de comunicador institucional do grupo, em troca de shows. A Camundogs é uma das bandas ascendentes da região, já esteve no Grito Cuiabá, em 2006, em em 2007, planeja mudança de endereço para São Paulo, junto à vedete da cena acreana, Los Porongas. =============== virei noticia. | | Link postado às 10:42 AM Quinta-feira, Dezembro 21, 2006 Dias para sonhar. Depois, bem depois do dia de trabalho, quando você escolhe àquela hora, depois do banho, para sentar em sua poltrona, onde no chão, perto da poltrona, se encontra os óculos que está por cima daquele livro que você está lendo. Aquele horário que é inadmissível que alguém venha lhe perturbar, salvo a minha querida mãe. O telefone toca, como se isso não fosse o suficiente para te deixar irritado. Na linha aquele seu amigo mala fazendo perguntas das quais você não está a fim de saber a resposta. Fazendo-te aquele convite pertinente, procurando motivos para vocês darem uma volta na cidade. Depois de tentar convencer seu amigo mala que está com dor de garganta, ou aquela velha dor de cabeça que não acaba nunca principalmente naqueles dias que você não quer sair de casa, são as desculpas que te fazem ter um pouquinho de sossego. Agora, sim o sossego, a paz e a bela leitura daquele livro que te faz conhecer um outro mundo. Mais de cem paginas e ainda é cedo para dormir, até agora ninguém veio te encher a paciência e já chega àquela hora de ir até cozinha, esquentar a água para fazer o café. Enquanto a água esquenta, passo a manteiga no pão e coloco algumas fatias de apressuntado e queijo, vou até o microondas e coloco alguns segundinhos, só para derreter o queijo. Feito o lanchinho da meia noite, como de costume me refiro a esses pequenas idas escondidas a cozinha a tantas horas da noite. Volto para o quarto, onde deito espreguiçado na minha cama. E me preparo para sonhar. | | Link postado às 6:04 PM Segunda-feira, Dezembro 18, 2006 Por falar em emo. O Hey Ho Punk continua punk, sim. Não é pelo simples fato de aqui se publicar poesia e afins que virou emo. Até mesmo porque considero punk toda e qualquer atitude que seja real e verdadeira. E o meu blog tem um pouco disso. Por isso o chamo de Hey Ho Punk. E de acordo com o wikipédia. Denomina-se cultura punk os estilos dentro da produção cultural que possuem certas características comuns àquelas ditas punk, como por exemplo o princípio de autonomia do faça-você-mesmo, o interesse pela aparência tosca e agressiva, a simplicidade, o sarcasmo niilista e a subversão da cultura. Entre os elementos culturais punk estão: o estilo musical, a moda, o design, as artes plásticas, o cinema, a poesia, e também o comportamento (podendo incluir ou não princípios éticos e políticos definidos), expressões linguísticas, símbolos e outros códigos de comunicação. Deixa os emos de fora disso. ![]() | | Link postado às 4:46 PM Quinta-feira, Dezembro 14, 2006 A luz amarelada do sol Ilumina meus olhos castanhos De tanta luz desperdiçada Meus olhos castanhos ficam verdes Duas petecas, agora duas azeitonas Tanta cor desperdiçada nos olhos meus Ah! Essas cores! Ah! Essas oliveiras! Ah! Essas castanheiras! | | Link postado às 7:17 PM Quarta-feira, Novembro 29, 2006 Uma maneira de fazer um puxadinho com sérias restrições monetárias.
Rio Branco - Acre - Centro - Ao lado do colégio Maria Angélica. | | Link postado às 7:19 PM Sábado, Novembro 25, 2006 Um momento místico. Disseram-me para acender três incensos. Acendi três luzes que emanavam odores intensos. Ao primeiro, pedi vida. Pensei positivo. E ele exalou um cheiro da minha infância. Ao segundo, pedi o tempo para o tempo. E naquele momento se foi a minha ganância. Ao terceiro, pedi boa morte. Um novo caminho. O dia percussor da noite eterna. Enterra meus sentimentos. Penso diferente, penso no que pode ser além. Penso também no que poderia ser o além. Penso que penso, e que sei que nada sei. Mas bem sei. Um dia, uma noite, sonhei. | | Link postado às 7:13 AM Quarta-feira, Novembro 15, 2006 A velhice dos anjos. O tempo passou a ser meu inimigo. Me sinto velho, sinto algo que já não posso mais sentir na mesma intensidade que antes. "Ah! o amor" é sempre culpa desse sentimento que nos arranca as calças, as camisas e nos deixa nu na frente de nossos espelhos. A velhice não reflete a experiencia de vida, é preciso ser jovem e inconsequente para poder viver. Sim, não acredita? Vá buscar a vida em algum asilo. Toda essa inconsequencia já não encontro em mim, já não tenho tempo para viver e fico a esperar algo que não sei se vai chegar. A mão cheia de dedos, a boca escancarada de dentes, meus pés calejados de tanto usar sapatos. Não lembro quando foi a ultima vez que andei descalços na rua da minha casa, não lembro da ultima vez que conversei com o meu vizinho sobre futebol... Sabe, não lembro mais do me dá prazer. O prazer me causa dor, me dá ansia de vomito ver casais felizes andando pelas ruas dessa cidade enfadonha. O beijo guarda a falsidade dentro de si, a lingua afiada está pronta para seduzir e praguejar dentro de instantes. Os casais apaixonadas não sabem disso, por isso são felizes. Quando saio, me vejo num enorme safari, alguns caçando, outros na espera e alguns animais abatidos. Sinto o cheiro da putrefação e olho pra cima, fico admirando aqueles que se alimentam da carniça. Não sei mais onde me encaixo nesse enorme zoologico, por isso acompanho os macacos para um pé de amarulla mais próximo. Moribundo, volto para casa, volto para onde não devia ter saído. Sim, ali é o meu lugar. Basta tomar uma dose de amoníaco e chupar umas naftalinas pra não acordar com uma ressaca daquelas n'outro dia. | | Link postado às 9:10 PM Terça-feira, Novembro 14, 2006 Diário de ViagemOutubro de 2006Ando lendo muito Augusto dos Anjos e Nelson Rodrigues, acho que de certa forma isso me afeta, meu cotidiano anda parecendo filme do Almodóvar. Ando tendo ataques de cafajestice e um humor negro insuportável, ao mesmo tempo ostento um ar de sorriso cínico em minha face. (...) Finjo que nada sei, fico olhando as pessoas com desdém e tudo me parece de certa forma muito pervertido, não me pergunte o ¿porquê¿. E se não fosse esse meu humor oras sarcástico e oras ácido, não sei o que seria de mim. Sinto atração pelos os insetos e suas vidas medíocres; sinto inveja do ócio das cigarras e da alegria dos passarinhos. ¿Ah, pobre mim!¿ As pessoas podem pensar, mas no fundo ninguém se importa com isso. Ando acreditando em fadas e duendes, tendo sonhos pervertidos e um sorriso estampado no meu rosto em momentos trágicos (...) Novembro de 2006, em algum bar por aí...No bar me sinto vadio, um puto. Sinto-me vadio de meus sentimentos e de minhas razões. E como se eu pudesse tirar as correntes que me aprisionam ao convencional, não que isso seja uma necessidade mostrar que eu sou realmente diferente, mas uma vontade de ser aquilo que eu realmente sou. Surreal. Um brinde: ¿A memória de minhas putas tristes!¿. Sim e por que não, elas também têm historia pra contar. (...) Aurélio | | Link postado às 4:38 AM Quinta-feira, Novembro 09, 2006 Pé na cova Acordo com um cigarro na boca Acordo e tiro o gosto com cachaça Não acredite em mim, eles vão falar Ria de mim, minha estupidez é pouca Gosto de ser canalha, sou cafajeste Sou vagabundo e ainda vivo na boemia Está dificil encontrar algo que preste Então quem dirá "Viva a sociedade alternativa!" Eu penso na gordura e na glicose a gula me persegue ainda que satisfeito Ah! E como dói essa cirrose Já tinha uma gastrite e uma dor no peito depois descobri que podia ser tuberculose Ainda sim não me dei por satisfeito | | Link postado às 4:58 PM Segunda-feira, Outubro 30, 2006 Quando as poesias vêm de plutão...Quando o desejo é incontrolável... O teu toque me mata a sede. Aplaca a chama que em mim consome. E por instantes acalma a alma. Tão forte como a vontade... É o poder do teu toque, Como uma porção pequena de água fria Lançada ao meio da ebulição. No momento que consome o intimo O toque me faz antídoto. E de tremulo e delírio, Repousa em mim a paz Alivia o peito e acalma o respirar Que de tanto amar... Falta-me o ar. O teu toque é assim, só ele é capaz... De me realizar. | | Link postado às 4:52 PM Domingo, Outubro 29, 2006 um copo seco cerveja quente rente a boca uma palavra... saudade Ainda que mil desejos uma palavra quente rente a minha boca me causa devaneios vaidade vadio de meus sentimentos pura libertinagem poética ainda que a cinética de seus movimentos literários me fazem pensar... e sonhar. | | Link postado às 12:28 AM Sexta-feira, Outubro 27, 2006 Um caso poéticoVivo um caso de amor, vivo um caso poético Um triangulo amoroso elevado ao quadrado. Eu e os meus personagens... e os dela também. As vezes parece verdade, mas veja bem... Não que eu seja assim tão atrapalhado tão honesto e sincero quanto cético. Essas são minhas versões subliminares De um dialogo que eu não comecei Por isso sinto esse sabor de novos ares Que ainda não conheço, que ainda não provei... Porém, posso afirmar que estou amando Vivendo um amor repleto de surpresas São os sentimentos de nossas profundezas... Nossas correntes literarias vão se amarrando. | | Link postado às 4:32 PM Quinta-feira, Outubro 26, 2006 Uma carta para Ana.Sabe Ana, ainda me pergunto: ¿Porque a vida é tão cruel comigo?¿. Desde muito cedo escolhi os caminhos que sempre tiveram mais pedras, não você seja a pedra em meu caminhar, mas me pergunto se essa é a pedra que eu deva carregar? (...) Na sua frente, sou o caçula, aquele irmão mais novo que nada entende da lógica desse mundo e daquela parentada que costuma se reunir na casa dos avós para aquele almoço ajantarado nas tardes de domingo assistindo televisão. Acho que nasci no tempo errado, eu não sou daqui, sou de plutão. E o lado bom te tudo é eu não conseguir entender nada dessas emoções que estão ao meu redor. Pois, eu sou apenas uma pessoa que fingi, finjo um sentimento entoando uma voz que não é minha, sou um ator. Besteira sua acreditar que o mundo está ao meu redor, o mundo deve ter outras preocupações, não acha? As boas críticas que eu fazia quanto ao seu talento de escrever não podem ser de fato os mesmo que faço na sua arte de observar o quanto eu fui por você. (...) Sinto saudade da nossa filha. Negue o homem que você conheceu a ela, quero que ela cresça sabendo que sou seu pai, e não homem que eu fui pra você. E quando dente dela cair diga que nascerá outro logo. Sinto saudades de ver e ouvir você recitando seus poemas enquanto eu tomava banho. Sinto saudades. (...) Escrevo esta carta para a minha consciencia que ainda acredito está presente nessa minha cabeça. Logo mais, irei encontrar com os nossos amigos Fernanda e Aurélio. Carinhos fraternais. Bento. | | Link postado às 6:10 PM Terça-feira, Outubro 24, 2006 Ainda sim acredito em fadas Sem méritos, nem honras Fico com raiva das suas broncas Mas digo e repito! - Fica calada! Veja quem fala! - É você que se esconde Nos meus sonhos e que ri aos montes quando fico com cara de bravo e que chora quando eu me calo. sim sou eu! Sou sua infancia, sua fada A fada que ainda acredita nas suas quimeras Que ainda chora e se diverte com a sua vida. Ainda penso que sou sua fada madrinha quero te defender de tudo, sua pequenina Ai ai.. vá dormir quero que sonhe com a vida. | | Link postado às 8:35 PM ![]() | | Link postado às 8:14 PM |